Ao comentar, ontem, a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou sua reeleição antecipada para um novo mandato como presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Roberto Cidade (União Brasil) disse que ela foi "fruto de uma ação política, tendo em vista que foi provocada pelo partido Novo, da então candidata a vice-prefeita na chapa do candidato Alberto Neto (PL), Maria do Carmo Seffair". Ele garantiu que poderá ser candidato novamente, em acordo com seus pares.
"Trata-se de uma ação política que surgiu num momento eleitoral. A Assembleia Legislativa do Amazonas, no entanto, é soberana. Eu prezo por esta Casa, prezo pela união, pela parceria e pelo trabalho que estamos realizando. Vamos dialogar e se nós, deputados, entrarmos no entendimento, iremos refazer novamente a eleição da Mesa Diretora e seguir em frente", afirmou.
"A Assembleia Legislativa do Amazonas está unida. É o momento de a gente conversar, dialogar e o que for da vontade da maioria dos deputados vamos decidir e avançar. Temos até 31 de janeiro de 2025 para realizar uma nova eleição, mas se a gente entender que o momento é logo de refazer vamos definir, em comum acordo, com o colegiado da Assembleia".
Além da Assembleia Legislativa do Amazonas, outras 14 Assembleias Legislativas do País também anteciparam suas respectivas eleições. Distrito Federal, Goiás, Rondônia, Sergipe e Rio Grande do Norte são algumas delas. No entendimento da Procuradoria da Assembleia Legislativa e pelo que vem se repetindo em outros parlamentos estaduais do País, o atual presidente e, consequentemente, toda a Mesa Diretora da Casa, podem concorrer a um novo mandato, caso seja feita nova eleição.
"Este é um tema que está sendo debatido nacionalmente. Não havia, naquele momento, em nenhum lugar escrito que não poderia. Muitas eleições foram feitas no dia 1º de fevereiro, no ato da posse, a eleição e a reeleição. Nós aqui fizemos com uma decisão do Supremo que, naquele momento, caberia que fizéssemos a nossa eleição. O parecer da PGR (Procuradoria Geral da República) diz uma coisa e a AGU (Advocacia-Geral da União) pediu cautelar na nossa ação, mas, sobre o mesmo assunto na eleição do Rio Grande do Norte, por exemplo, pediu pelo indeferimento da cautelar. São temas que temos que aguardar. Até o momento, com a cautelar que foi dada, posso ser candidato novamente", esclareceu.